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Insatisfação com a carreira: e se não houver nada "errado" com você?

  • Foto do escritor: Gisele Vidal
    Gisele Vidal
  • há 21 horas
  • 4 min de leitura
olhando através de uma grande janela de vidro para um grupo de pessoas socializando em uma festa bem iluminada.

Para muitos profissionais, o sucesso parece uma festa para a qual todos foram convidados, menos eles.


Você seguiu o roteiro: estudou, buscou o emprego formal, bateu metas, atualizou-se e fez networking. Mas, ao olhar para o lado, vem o sentimento de insatisfação com carreira e que ela "não decolou".


A conclusão que a maioria tira é imediata e cruel: "O problema só pode ser eu".


A partir daí, surge uma série de cobranças paralisantes:


  • Eu deveria ser mais ambicioso.

  • Eu deveria ter mais contatos.

  • Eu deveria ter escolhido outra faculdade.

  • Eu deveria estar em um cargo de liderança.

  • Eu deveria ser mais resiliente e não procrastinar.


Mas, e se não houver nada de errado com você?


O peso do "Eu deveria" e a cultura da performance


Muitos dos meus clientes chegam ao primeiro encontro sentindo-se "defeituosos". Acreditam que sua insatisfação ou a falta de um sucesso  é  por exemplo, uma falha de caráter ou falta de uma "mentalidade de vencedor".


Esse sentimento de fracasso e culpa nasce de comparações sociais e expectativas irreais. Muitas vezes, ignoramos fatores externos e tratamos questões sistêmicas como problemas puramente pessoais. Veja dois exemplos (nomes alterados):


  • Ana: Sentia-se "atrasada" por ter concluído a graduação em seis anos, em vez de quatro. Na prática: Houve uma pandemia no caminho e uma parada estratégica necessária para cuidar da sua saúde e de um familiar.


  • Pedro: Profissional de TI demitido após 10 anos. Culpava-se por "não ter se qualificado o suficiente". Na prática: Ele priorizou a criação dos filhos e investiu em uma pós-graduação que, embora rica, não era o foco da função atual.


Ao mergulhar nessas histórias, percebemos que essa sensação de fracasso e insatisfação com a carreira muitas vezes não é um defeito, mas uma reação saudável a um sistema disfuncional.


Mercados voláteis e mudanças de rumo na  vida não são falhas; são a realidade e a vida acontecendo.


Insatisfação na carreira: responsabilidade não é culpa


Dizer que "não há nada de errado com você" não é um convite à passividade. Pelo contrário: é o ponto de partida para a verdadeira responsabilidade.

A culpa paralisa. Já a compreensão do que está ou não sob seu controle permite que você se trate com autocompaixão e aja onde realmente importa. Na minha prática, trabalhamos para separar o "ruído do sistema" do que está no seu controle.


O que está (e o que não está) no seu controle?


Fora do seu controle, estão algumas questões externas, como: 


  • Decisões de contratação: etarismo, preferências subjetivas de recrutadores ou "fit cultural" que as vezes não acontece. 

  • Condições econômicas: recessões, automação ou saturação de setores específicos.

  • Imprevistos da vida: doenças, luto ou necessidade de priorizar o cuidado com a família.


Sob seu controle, estão por exemplo: 


  • Atitude: buscar aprendizado contínuo e encarar falhas como feedback do que pode ser aprimorado no futuro.

  • Desenvolvimento de habilidades: aprimorar competências técnicas e soft skills que te ajudem a manter sua empregabilidade, mesmo com um mundo incerto. 

  • Networking e visibilidade: construir relações autênticas e planejar seus próximos passos.


Pausa para a prática: passe pelo filtro da clareza 


Antes de continuar, convido você a fazer um exercício rápido. Pense na maior frustração de carreira, dê nome a ela, pense que você sente hoje e passe-a por este filtro:


  1. A origem desse peso: Isso nasceu de uma escolha sua ou foi imposto por uma mudança de mercado, uma demissão ou uma expectativa externa?

  2. O poder de ação: Se você se esforçasse o dobro hoje, o resultado final mudaria ou ele ainda dependeria da decisão de terceiros (um chefe, um recrutador, a economia)?

  3. A separação: O que dessa frustração é fato (ex: "o mercado mudou") e o que é julgamento (ex: "eu sou um fracasso")?


O insight: Frequentemente, tentamos "consertar" o que acontece no mundo, quando o segredo é ajustar como nós lidamos com isso. Se você está tentando resolver algo que não te dá margem para agir, pare e reflita: esse peso é realmente seu ou você está tentando carregar algo que pertence ao mercado, à empresa ou ao acaso?


Porém, dentro deste processo, não ignore o sentimento de insatisfação. A  insatisfação que você sente é um sinal de que algo precisa mudar — mas essa mudança não começa com você se "consertando". Ela começa com você se compreendendo e assumindo as variáveis que realmente respondem ao seu comando e estão dentro do seu controle.  Ou seja, o que esta sob seu controle fazer com relação a sua carreira e seu sucesso profissional, respeitando quem você é e o momento da vida que você está?

Como posso te ajudar a encontrar paz no trabalho com ações que dependem de você: 



Esse artigo te ajudou de alguma forma? Não deixe de curtir, comentar ou compartilhar com alguém que precisa ler isso hoje. 

 
 
 

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